COP 30: Países defendem “mapa do caminho” para o fim dos combustíveis fósseis enquanto estudos indicam que Brasil pode zerar emissões antes de 2050

25 de novembro de 2025

A COP 30 reúne, em Belém, lideranças de todos os continentes em um momento decisivo. Nesta semana, um grupo de cerca de 80 países defendeu, publicamente, que o mundo precisa de um “mapa do caminho” para encerrar gradualmente o uso de combustíveis fósseis. Trata-se de uma proposta para organizar, de forma clara, as etapas, prazos e responsabilidades da transição energética global.


O gesto, convocado pela Dinamarca e apoiado por países como Colômbia, Quênia, Reino Unido, Serra Leoa e membros da União Europeia, busca pressionar os negociadores da conferência a incluir o tema no texto oficial. A mensagem central é direta: a crise climática exige velocidade, coordenação e ações concretas. 

O contexto brasileiro: metas antecipadas e potencial de liderança


Enquanto a negociação internacional ganha força, um estudo recém-divulgado no Brasil trouxe uma notícia relevante: o país pode zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2040, dez anos antes da meta prevista no Acordo de Paris.


O relatório Brazil Net-Zero by 2040, elaborado pelo Instituto Amazônia 4.0 em conjunto com universidades brasileiras, propõe dois caminhos realistas:


AFOLU-2040 – focado em agricultura, florestas e uso da terra;

Energy-2040 – centrado na transição energética e na redução dos combustíveis fósseis. 


A primeira rota aposta em medidas como fim do desmatamento até 2030, restauração de ecossistemas e estímulo à agricultura regenerativa. Já a segunda prioriza a substituição de petróleo e gás por biocombustíveis e tecnologias de captura e armazenamento de carbono. 

O “mapa do caminho” da COP 30: um mutirão global


Na COP 30, o termo “mapa do caminho” surge como resposta à necessidade de alinhar esses esforços. O rascunho apresentado pela ONU organiza quatro temas essenciais:


financiamento para enfrentar a crise climática;

mecanismos para comprovação de metas;

impacto do comércio nas políticas ambientais;

e proposições para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. 


O documento ainda está em fase preliminar, mas já aparece como possível base para acordo entre os países. A expectativa é de que novas negociações avancem nos próximos dias. 

O ponto de encontro entre as discussões climáticas e a reciclagem


Embora o foco da COP 30 esteja majoritariamente em energia, desmatamento e finanças climáticas, a reciclagem ocupa espaço estratégico nesse debate. Isso porque a economia circular interfere diretamente em três fatores decisivos para o cumprimento das metas globais: 


  1. Redução de emissões – materiais reciclados exigem menos energia para produção do que matérias-primas virgens;
  2. Menor pressão sobre recursos naturais – evitando novas extrações e mantendo materiais em circulação;
  3. Diminuição do descarte inadequado – que, em países tropicais, representa emissões significativas de metano.


À medida que o mundo planeja reduzir combustíveis fósseis, setores industriais precisarão se adaptar a uma matriz energética menos intensiva em carbono. Reciclar é parte fundamental desse processo, pois diminui a demanda energética e fortalece cadeias produtivas sustentáveis. 


Empresas que operam no setor já contribuem para esse movimento, reduzindo impactos, promovendo reaproveitamento, estruturando logística reversa e ampliando os ciclos de vida dos materiais. São ações práticas que, somadas ao compromisso político discutido na COP 30, ajudam a construir o caminho para metas mais ambiciosas.


Por Túlio Dantas 11 de agosto de 2026
A transformação da indústria passa, cada vez mais, pela capacidade de desenvolver soluções para materiais que apresentam desafios técnicos e grande potencial de reaproveitamento. Entre eles, as baterias ocupam um papel de destaque. Com a expansão da mobilidade elétrica, do armazenamento de energia e do consumo de equipamentos eletrônicos, cresce também o volume de baterias que chegarão ao fim de sua vida útil nos próximos anos. Esse cenário tem estimulado empresas, centros de pesquisa e instituições a investirem em novas tecnologias capazes de ampliar a recuperação de componentes e tornar o processo de reciclagem mais eficiente. Segundo reportagem do Jornal de Negócios, projetos voltados à reciclagem de baterias têm acelerado iniciativas de inovação, demonstrando que o desenvolvimento tecnológico será um dos pilares para fortalecer a economia circular e reduzir a dependência de matérias-primas extraídas da natureza. Por que a reciclagem de baterias é estratégica? As baterias são compostas por materiais que possuem alto valor econômico e podem ser reaproveitados quando submetidos a processos adequados. O avanço das tecnologias de reciclagem permite: Recuperar matérias-primas que retornam ao ciclo produtivo; Reduzir a necessidade de extração de novos recursos naturais; Diminuir impactos ambientais relacionados ao descarte inadequado; Tornar a cadeia produtiva mais eficiente e sustentável. Inovação como diferencial competitivo O desenvolvimento de novas soluções para a reciclagem mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas. À medida que novas tecnologias surgem, empresas do setor conseguem aumentar sua eficiência operacional, ampliar o aproveitamento dos materiais e atender às demandas de um mercado cada vez mais comprometido com práticas sustentáveis. Esse movimento também fortalece a economia circular, em que materiais deixam de ser vistos como um fim e passam a representar novos ciclos de utilização. O futuro da reciclagem passa pela tecnologia Embora o desafio seja grande, os investimentos em pesquisa e inovação mostram que o setor está preparado para evoluir. Empresas que acompanham essas transformações ampliam sua capacidade de oferecer soluções cada vez mais eficientes e alinhadas às necessidades da indústria e da sociedade. Na Recicla, acompanhamos de perto as tendências que impulsionam o setor, acreditando que inovação, tecnologia e gestão responsável são caminhos fundamentais para construir uma cadeia cada vez mais eficiente e sustentável. Fonte: Jornal de Negócios – Reciclagem das baterias acelera projetos de inovação.
Por Túlio Dantas 4 de agosto de 2026
O setor de reciclagem teve uma notícia importante nas últimas semanas: a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que torna permanentes os incentivos fiscais destinados à indústria da reciclagem, eliminando o prazo de validade que expiraria no fim de 2026. Para quem atua no setor, entender essa mudança é essencial, e pode representar oportunidades reais para o seu negócio. O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem A Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/2021), regulamentada em 2024, permite que empresas e pessoas físicas direcionem parte do imposto de renda devido para projetos que fortalecem a cadeia da reciclagem e a economia circular no Brasil. Na prática, funciona como um mecanismo de dedução fiscal: em vez de pagar o imposto integralmente à União, a empresa pode investir esse valor em iniciativas que transformam materiais em novos produtos, com benefícios fiscais atrativos. O que muda com a nova aprovação Até então, esses incentivos tinham prazo de validade definido, com vencimento previsto para 31 de dezembro de 2026. O projeto aprovado pela Câmara altera esse cenário: os incentivos deixam de ter data de expiração, o que dá mais previsibilidade para empresas que planejam investimentos de médio e longo prazo no setor. Um prazo que já está correndo Vale destacar: o ciclo 2026 do programa está com prazo de submissão de propostas aberto até 30 de julho, muito em breve. Empresas e organizações que tenham projetos alinhados à gestão de resíduos, à economia circular ou ao fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem podem se cadastrar no sistema oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Por que isso importa para o seu negócio Mais previsibilidade regulatória significa mais segurança para planejar investimentos. Empresas que acompanham essas mudanças de perto conseguem se posicionar à frente, aproveitando benefícios fiscais reais enquanto fortalecem sua atuação em sustentabilidade. Na Recicla, acompanhamos de perto as movimentações do setor para ajudar nossos parceiros a transformar cada mudança regulatória em oportunidade concreta. Continue de olho no Recicla News para não perder nenhuma novidade. Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima