Novas regras para reciclagem de embalagens podem transformar o setor no Brasil

30 de abril de 2026

O Brasil caminha para um novo momento na gestão de embalagens. O governo federal está discutindo diretrizes que buscam estruturar melhor a reciclagem desses materiais, com foco em ampliar a eficiência do sistema e fortalecer a responsabilidade compartilhada entre empresas, setor público e sociedade.


A proposta envolve a criação de regras mais claras para a logística reversa, garantindo que as embalagens tenham um destino adequado após o consumo e possam retornar ao ciclo produtivo de forma mais organizada.


O que está em jogo?


A reciclagem de embalagens é um dos maiores desafios do setor ambiental, principalmente devido ao grande volume gerado diariamente e à complexidade de sua coleta e reaproveitamento.


Com a definição de novas regras, o objetivo é:


  • Melhorar a rastreabilidade dos materiais;
  • Aumentar a eficiência da coleta e destinação;
  • Estimular maior participação das empresas;
  • Reduzir impactos ambientais


Por que isso é importante?


Quando o sistema funciona de forma integrada, os ganhos são significativos:


  • Menor pressão sobre recursos naturais;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Maior aproveitamento de materiais;
  • Fortalecimento da economia circular.


Além disso, a definição de diretrizes mais claras contribui para um ambiente mais equilibrado, onde cada agente da cadeia entende seu papel e atua com mais responsabilidade.


Impactos para o setor


Para empresas que atuam com gestão e transformação de materiais, esse cenário representa uma oportunidade de evolução. Sistemas mais organizados permitem maior eficiência operacional, melhor planejamento e geração de valor a partir de processos sustentáveis.


Na Recicla, entendemos que iniciativas que estruturam o setor são fundamentais para o avanço da sustentabilidade no Brasil. A organização da cadeia é um passo essencial para transformar desafios ambientais em soluções reais.

Por Túlio Dantas 28 de julho de 2026
O cenário regulatório ambiental no Brasil está em constante movimento. Para empresas que lidam com processos industriais, isso não é apenas uma pauta jurídica: é uma questão estratégica, que impacta a operação, reputação e competitividade. Um cenário que não para de evoluir  A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) segue como referência no país, mas o cenário vem ganhando novos capítulos. Em 2025, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190) e a Lei da Licença Ambiental Especial (Lei 15.300) trouxeram novas regras de licenciamento para o setor produtivo. Já para 2026, um novo decreto estabelece metas e prazos para a logística reversa de embalagens plásticas, e a rastreabilidade sobre o destino dado a cada material vem se tornando uma exigência cada vez mais forte no setor. Ignorar essas mudanças pode custar caro: multas, embargo de atividades, perda de competitividade e dificuldade em fechar negócios com parceiros que também precisam comprovar conformidade em toda a cadeia. Legislação como oportunidade Empresas que se antecipam a essas exigências constroem reputação mais sólida e ganham espaço em negociações com parceiros mais exigentes. Certificações ambientais e processos bem documentados se tornam diferenciais competitivos reais, especialmente onde clientes e investidores avaliam critérios de sustentabilidade antes de fechar contratos. O papel da gestão especializada Contar com parceiros que entendem o cenário regulatório e têm estrutura para acompanhar essas mudanças de perto reduz a complexidade da operação e assegura segurança jurídica e ambiental em cada etapa, do processamento à comercialização. Ficar informado é parte da estratégia Na Recicla, acompanhamos de perto as mudanças que impactam o setor industrial e ajudamos empresas parceiras a transformar essas exigências em processos mais eficientes e sustentáveis. Informação também é parte da transformação. Continue acompanhando o Recicla News para se manter atualizado sobre o que está mudando no seu setor.
Por Túlio Dantas 16 de julho de 2026
Uma nova lei acaba de mudar o cenário tributário da reciclagem no Brasil. A Lei 15.394/2026 desonera de PIS/Pasep e Cofins a venda de papel, vidro, plástico e metal recicláveis, o que reduz o custo tributário de quem fornece o material e garante crédito a quem compra pra revenda. A mudança fortalece toda a cadeia produtiva da reciclagem industrial, num momento em que o Brasil ainda recupera menos de 2% de todo resíduo sólido gerado no país, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. A Recicla acompanha de perto cada mudança que impacta o setor. Saiba mais no blog, link na bio. Fonte: Agência Senado