Novas regras para reciclagem de embalagens podem transformar o setor no Brasil

30 de abril de 2026

O Brasil caminha para um novo momento na gestão de embalagens. O governo federal está discutindo diretrizes que buscam estruturar melhor a reciclagem desses materiais, com foco em ampliar a eficiência do sistema e fortalecer a responsabilidade compartilhada entre empresas, setor público e sociedade.


A proposta envolve a criação de regras mais claras para a logística reversa, garantindo que as embalagens tenham um destino adequado após o consumo e possam retornar ao ciclo produtivo de forma mais organizada.


O que está em jogo?


A reciclagem de embalagens é um dos maiores desafios do setor ambiental, principalmente devido ao grande volume gerado diariamente e à complexidade de sua coleta e reaproveitamento.


Com a definição de novas regras, o objetivo é:


  • Melhorar a rastreabilidade dos materiais;
  • Aumentar a eficiência da coleta e destinação;
  • Estimular maior participação das empresas;
  • Reduzir impactos ambientais


Por que isso é importante?


Quando o sistema funciona de forma integrada, os ganhos são significativos:


  • Menor pressão sobre recursos naturais;
  • Redução de impactos ambientais;
  • Maior aproveitamento de materiais;
  • Fortalecimento da economia circular.


Além disso, a definição de diretrizes mais claras contribui para um ambiente mais equilibrado, onde cada agente da cadeia entende seu papel e atua com mais responsabilidade.


Impactos para o setor


Para empresas que atuam com gestão e transformação de materiais, esse cenário representa uma oportunidade de evolução. Sistemas mais organizados permitem maior eficiência operacional, melhor planejamento e geração de valor a partir de processos sustentáveis.


Na Recicla, entendemos que iniciativas que estruturam o setor são fundamentais para o avanço da sustentabilidade no Brasil. A organização da cadeia é um passo essencial para transformar desafios ambientais em soluções reais.

Por Túlio Dantas • 22 de outubro de 2026
A economia circular saiu do discurso e entrou na rotina de mais da metade da indústria brasileira. É o que mostra a Sondagem Especial 102 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 1º de outubro, que ouviu mais de 1.600 empresários: 57% das indústrias já adotam pelo menos uma prática de economia circular. A pesquisa também aponta onde está o gargalo, e ele diz muito sobre o mercado em que a Recicla atua. A reciclagem está na frente Entre as práticas mapeadas, a reciclagem é a mais comum, presente em 32% das empresas. Logística reversa, uso de materiais reciclados nos produtos e reparo de itens aparecem na sequência, cada uma com 26%. Já o design circular (14%) e a simbiose industrial (10%), quando uma indústria aproveita o que sobra da outra, ainda são pouco praticadas. Um país que avança em ritmos diferentes A adesão muda bastante conforme o porte e o setor. Entre as grandes indústrias, 66% já têm alguma prática circular. Nas médias, o número cai para 54% e, nas pequenas, para 43%. Entre os setores, equipamentos eletrônicos (86%) e produtos de borracha (85%) lideram, enquanto a construção de edifícios aparece no fim da lista, com 27%. O que está travando a escala Na parte econômica, dois obstáculos dividem o primeiro lugar, citados por 25% das empresas cada: a falta de demanda por produtos e serviços circulares e os juros elevados. Em terceiro vem a falta de isonomia tributária entre material reciclado e material virgem, apontada por 23%. Na prática, o insumo reciclado pode acabar com carga tributária maior ao longo das etapas de reaproveitamento. A falta de demanda pesa ainda mais entre as grandes empresas (29%), e a pesquisa mostra por quê: quando percebem pouca procura, as empresas tendem a reduzir ou adiar investimentos, e isso se espalha pela cadeia de fornecedores e parceiros. O retorno existe, mas nem sempre é fácil de enxergar Entre as empresas que já investem em economia circular, 40% confirmam retorno financeiro e apenas 1% registrou prejuízo. Por outro lado, 46% ainda não conseguem ligar o resultado financeiro à prática adotada. A redução de custos operacionais é o benefício mais esperado, citado por 40% das indústrias. O que isso significa para quem trabalha com materiais metálicos A conclusão da pesquisa ajuda a entender o papel de cada elo da cadeia. Reciclar só fecha o ciclo quando o material processado encontra quem vai usá-lo de novo. É por isso que classificação técnica, qualidade e regularidade de entrega fazem tanta diferença: são elas que dão confiança para a indústria comprar material reciclado em vez de matéria-prima nova. Na Recicla, esse é o trabalho do dia a dia: receber, classificar, processar e devolver ao mercado, nacional e internacional, materiais metálicos prontos para voltar à produção. E você, sente esse movimento na sua empresa? Continue acompanhando o Recicla News.
Por Túlio Dantas • 15 de outubro de 2026
O Brasil vive uma verdadeira revolução na sua matriz energética. A expansão da energia solar fotovoltaica consolidou o país como uma das referências mundiais em fontes renováveis. No entanto, junto com o crescimento expressivo das instalações residenciais, comerciais e industriais, surge uma questão central para o futuro da sustentabilidade: o que fazer com os equipamentos quando eles atingirem o fim da sua vida útil? Embora um painel solar tenha vida útil média de 25 a 30 anos, a substituição antecipada por tecnologias mais eficientes, avarias de transporte e manutenções geram um volume crescente de resíduos que não podem ser descartados de qualquer forma. O valor que está dentro de cada módulo Um painel fotovoltaico é composto por materiais de altíssimo valor agregado e com enorme potencial de reciclagem. Cerca de 80% a 90% dos componentes de um módulo solar podem ser reintroduzidos na cadeia produtiva: Alumínio: Presente nas molduras e estruturas de fixação, 100% reciclável sem perda de qualidade. Cobre: Utilizado nos cabeamentos e conexões elétricas, essencial para a condução de energia e de altíssimo valor de mercado. Vidro e Polímeros: Componentes que protegem as células e podem ser destinados à indústria de transformação. O papel da reciclagem na transição energética Reciclar esses componentes é garantir que os próprios insumos que viabilizam a energia limpa continuem em circulação. Extrair minérios virgens exige alto consumo de energia e recursos naturais. Quando reintroduzimos o alumínio e o cobre reciclados na indústria, reduzimos drasticamente a pegada de carbono de toda a cadeia. Empresas e indústrias que investem no descarte correto e na gestão eficiente de seus materiais obsoletos não apenas cumprem requisitos ambientais, mas também geram eficiência financeira e reforçam seu compromisso com a agenda ESG. Na Recicla, acompanhamos de perto essas transformações. Processar e dar a destinação correta a metais e materiais estratégicos é o nosso compromisso para manter a economia em movimento de forma limpa e sustentável.