Sustentabilidade no dia a dia: dicas para o descarte correto de materiais

Túlio Dantas • 9 de julho de 2026

A sustentabilidade começa em escolhas simples, mas que fazem diferença quando se tornam parte da rotina. Separar materiais, evitar o descarte inadequado e buscar a destinação correta são atitudes importantes para reduzir impactos ambientais e fortalecer a reciclagem.


Mesmo quando existe intenção de descartar corretamente, muitas dúvidas ainda aparecem: o que pode ser separado? O que precisa de cuidado especial? O que deve ir para pontos de coleta específicos? Entender essas diferenças ajuda pessoas e empresas a contribuírem de forma mais eficiente.

Separe os materiais por tipo

O primeiro passo é evitar misturar tudo no mesmo lugar. Materiais como metais, papéis, vidros, embalagens, orgânicos e eletrônicos seguem caminhos diferentes após o descarte.


Quando essa separação é feita ainda na origem, o reaproveitamento se torna mais fácil e a cadeia da reciclagem ganha mais eficiência.

Evite misturar materiais secos com restos de alimentos

Materiais com excesso de gordura, umidade ou restos orgânicos podem comprometer o reaproveitamento. Sempre que possível, embalagens e itens secos devem ser armazenados separadamente dos materiais orgânicos.


Essa prática simples ajuda a preservar a qualidade dos materiais e facilita o trabalho de quem atua nas etapas de coleta, triagem e processamento.

Tenha atenção com eletrônicos, pilhas e baterias

Equipamentos eletrônicos, pilhas e baterias exigem cuidado especial. Esses materiais podem conter componentes que não devem ser descartados junto com materiais comuns.

O ideal é buscar pontos de coleta, programas de logística reversa ou empresas autorizadas para receber esse tipo de material.

Vidros também precisam de cuidado

O vidro deve ser separado com atenção, especialmente quando estiver quebrado. Para evitar acidentes, o ideal é embalar os pedaços de forma segura e identificar o material antes do descarte.


Também é importante lembrar que cada empresa ou ponto de recebimento pode trabalhar com tipos específicos de vidro. Por isso, a orientação prévia evita dúvidas e encaminhamentos incorretos.

Metais têm alto potencial de reaproveitamento

Os metais estão entre os materiais com grande potencial de retorno à cadeia produtiva. Alumínio, cobre, ferro, inox, bronze, chumbo, chaparias, radiadores e baterias automotivas podem passar por processos de separação, classificação e reaproveitamento.


Quando recebem a destinação correta, esses materiais deixam de ser descartados de forma inadequada e passam a gerar valor para a economia circular.

Empresas também precisam planejar a destinação

No ambiente empresarial e industrial, o descarte correto exige organização. Grandes volumes de materiais precisam de armazenamento adequado, logística, orientação técnica e parceiros preparados para realizar a destinação responsável.


Esse cuidado contribui para a segurança da operação, reduz riscos e fortalece práticas ambientais mais eficientes.

O descarte correto é uma responsabilidade compartilhada

A construção de um futuro mais sustentável depende da participação de pessoas, empresas, fornecedores, instituições e poder público. Cada atitude contribui para reduzir impactos e ampliar o reaproveitamento dos materiais já existentes.


Na Recicla, a destinação responsável faz parte da rotina. Com estrutura, logística e capacidade industrial, a empresa atua para conectar materiais a novos ciclos produtivos e fortalecer a economia circular no Rio Grande do Norte.



Quer saber se a sua empresa está destinando materiais da forma correta? Fale com a equipe da Recicla.

Por Túlio Dantas • 1 de outubro de 2026
O setor de reciclagem do Rio Grande do Norte ganhou uma liderança nova, e com ela, um retrato bastante claro do tamanho da oportunidade que ainda está em jogo no estado. Fernanda Medeiros, diretora da Recicla, foi empossada em 11 de setembro como primeira mulher a presidir o Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Rio Grande do Norte (Sindrecicla-RN), entidade filiada à Fiern que existe há 12 anos. Um estado que recicla menos da metade do que poderia Em entrevista à Tribuna do Norte, Fernanda trouxe um dado que resume bem o desafio do setor: o Rio Grande do Norte tem capacidade técnica para reciclar 52% dos resíduos que gera, mas hoje recicla, em média, apenas 25%. Na prática, isso significa indústrias de reciclagem operando com capacidade ociosa, porque grande parte do material que poderia chegar até elas segue direto para aterros. O impacto financeiro desse gargalo é concreto: segundo levantamento citado na entrevista, o RN deixa de gerar cerca de R$ 700 milhões por ano ao descartar em aterros e lixões materiais que poderiam voltar à cadeia produtiva através da reciclagem. Um setor que já movimenta a economia do estado Apesar do gargalo, o setor já tem peso real na economia potiguar: são 143 indústrias com CNAE de reciclagem no estado, responsáveis por cerca de 24 mil empregos diretos e indiretos. A nova presidente do Sindrecicla-RN também destacou o papel do Proedi (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), incentivo fiscal conquistado há seis anos, como um fator importante para atrair investimentos para o setor. Onde está o gargalo, segundo quem vive o setor Entre os principais entraves apontados está a falta de coleta seletiva estruturada nos municípios. Segundo Fernanda, são as próprias indústrias de reciclagem, e não o poder público municipal, que hoje colocam em prática o que a Política Nacional de Resíduos Sólidos exige. A aposta da nova gestão do sindicato está em fortalecer a educação ambiental, especialmente entre crianças, e em ampliar parcerias com cooperativas e associações de catadores para melhorar a captação de material reciclável. O que isso significa para quem trabalha com gestão de materiais Esse cenário reforça, com dados concretos, algo que empresas do setor já sabem na prática: existe uma quantidade significativa de material reaproveitável que ainda não chega até quem tem estrutura para processá-lo corretamente. Fechar esse gargalo depende de articulação entre indústria, poder público e sociedade, e é exatamente esse tipo de movimento que fortalece o setor como um todo no Rio Grande do Norte. Na Recicla, seguimos de perto essas discussões, inclusive de dentro delas, porque o crescimento do setor no estado passa por todos nós. Continue acompanhando o Recicla News para saber das próximas novidades.
Por Túlio Dantas • 24 de setembro de 2026
A economia circular está ganhando cada vez mais espaço na agenda legislativa brasileira. O Senado aprovou um projeto que cria a Semana Nacional de Economia Circular, uma data que, se confirmada em lei, vai reunir anualmente ações educativas e institucionais em torno do tema em todo o país. O que prevê o projeto O Projeto de Lei 1.681/2026 institui a Semana Nacional de Economia Circular, a ser celebrada todos os anos na semana que compreende o dia 27 de junho, data que homenageia a publicação do decreto que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular, em 2024. Durante o período, a proposta prevê a realização de palestras, seminários, exposições, mutirões, feiras e oficinas voltadas ao reparo e à reutilização de produtos, além de ações de regeneração ambiental e de incentivo ao design circular. A ideia central é divulgar políticas públicas, projetos e boas práticas relacionadas ao tema entre cidadãos, empresas e órgãos públicos. Em que fase está a proposta O projeto já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado e, na sequência, também passou pelo Plenário. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de poder virar lei. Por que uma data assim importa Pode parecer, à primeira vista, apenas uma data comemorativa. Mas datas oficiais como essa costumam funcionar como estrutura organizativa: elas dão um ponto de encontro para políticas públicas, ações do setor privado e iniciativas educativas que hoje acontecem de forma dispersa ao longo do ano. Para empresas que já trabalham com reaproveitamento de materiais, uma semana nacional dedicada ao tema representa mais visibilidade para práticas que já fazem parte da rotina, e uma oportunidade de aproximar ainda mais o público da lógica por trás da economia circular. O que isso representa para o setor Iniciativas como essa reforçam um movimento mais amplo: a economia circular deixando de ser pauta lateral para ocupar espaço estruturado nas políticas públicas brasileiras. Para empresas que processam materiais e os devolvem à cadeia produtiva, isso significa operar dentro de uma agenda que só tende a crescer em relevância e visibilidade. Na Recicla, seguimos de perto essas movimentações, porque elas dizem respeito diretamente ao que fazemos todos os dias. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando esse projeto avançar.