A sucata virou protagonista na indústria do aço.

Túlio Dantas • 27 de agosto de 2026

Durante muito tempo, a sucata metálica foi tratada como um material secundário na cadeia do aço, um subproduto que sobrava do processo. Esse cenário mudou. Hoje, ela ocupa um papel estratégico nas decisões das maiores siderúrgicas do país, e entender esse movimento ajuda a explicar por que a gestão responsável de materiais metálicos se tornou tão relevante para o setor industrial como um todo.


De sobra a recurso estratégico


A ArcelorMittal, maior produtora de aço do Brasil, tem ampliado de forma sistemática o uso de sucata em sua produção, como parte de uma estratégia mais ampla para zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. A companhia vem investindo em modernização de equipamentos, otimização da recuperação de materiais metálicos e até no uso de inteligência artificial para gerenciar e comercializar sucata, com algoritmos que mapeiam fornecedores e antecipam variações de custo.


O motivo é simples de entender: produzir aço a partir de sucata emite uma fração do dióxido de carbono gerado pelas rotas tradicionais de alto-forno, o que torna esse caminho uma alternativa relevante para reduzir a pegada ambiental da siderurgia.


Um movimento que exige estrutura


Esse novo protagonismo da sucata só funciona se houver uma cadeia bem estruturada por trás: coleta, triagem, processamento e fornecimento de material com qualidade e regularidade. O Brasil já tem uma cultura consolidada nesse sentido, envolvendo cooperativas, catadores e empresas especializadas, mas as dimensões continentais do país tornam a logística um fator decisivo para ampliar ainda mais o retorno da sucata ao ciclo produtivo.


Empresas que processam esse material com tecnologia e organização técnica acabam sendo peça chave nessa engrenagem, conectando quem gera o material a quem precisa dele para produzir aço com menor impacto ambiental.


O que isso significa para o setor


Esse movimento reforça uma tendência que só cresce: sucata metálica deixou de ser vista como resíduo sem valor para se consolidar como insumo industrial estratégico. Para empresas que atuam nessa cadeia, como a Recicla, isso significa um papel cada vez mais relevante dentro da indústria, garantindo que o material processado aqui siga um caminho técnico, seguro e com destino de alto valor agregado.


Ficar de olho nesses movimentos do setor é parte do nosso compromisso com quem depende da nossa estrutura, todos os dias.

Por Túlio Dantas 11 de agosto de 2026
A transformação da indústria passa, cada vez mais, pela capacidade de desenvolver soluções para materiais que apresentam desafios técnicos e grande potencial de reaproveitamento. Entre eles, as baterias ocupam um papel de destaque. Com a expansão da mobilidade elétrica, do armazenamento de energia e do consumo de equipamentos eletrônicos, cresce também o volume de baterias que chegarão ao fim de sua vida útil nos próximos anos. Esse cenário tem estimulado empresas, centros de pesquisa e instituições a investirem em novas tecnologias capazes de ampliar a recuperação de componentes e tornar o processo de reciclagem mais eficiente. Segundo reportagem do Jornal de Negócios, projetos voltados à reciclagem de baterias têm acelerado iniciativas de inovação, demonstrando que o desenvolvimento tecnológico será um dos pilares para fortalecer a economia circular e reduzir a dependência de matérias-primas extraídas da natureza. Por que a reciclagem de baterias é estratégica? As baterias são compostas por materiais que possuem alto valor econômico e podem ser reaproveitados quando submetidos a processos adequados. O avanço das tecnologias de reciclagem permite: Recuperar matérias-primas que retornam ao ciclo produtivo; Reduzir a necessidade de extração de novos recursos naturais; Diminuir impactos ambientais relacionados ao descarte inadequado; Tornar a cadeia produtiva mais eficiente e sustentável. Inovação como diferencial competitivo O desenvolvimento de novas soluções para a reciclagem mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas. À medida que novas tecnologias surgem, empresas do setor conseguem aumentar sua eficiência operacional, ampliar o aproveitamento dos materiais e atender às demandas de um mercado cada vez mais comprometido com práticas sustentáveis. Esse movimento também fortalece a economia circular, em que materiais deixam de ser vistos como um fim e passam a representar novos ciclos de utilização. O futuro da reciclagem passa pela tecnologia Embora o desafio seja grande, os investimentos em pesquisa e inovação mostram que o setor está preparado para evoluir. Empresas que acompanham essas transformações ampliam sua capacidade de oferecer soluções cada vez mais eficientes e alinhadas às necessidades da indústria e da sociedade. Na Recicla, acompanhamos de perto as tendências que impulsionam o setor, acreditando que inovação, tecnologia e gestão responsável são caminhos fundamentais para construir uma cadeia cada vez mais eficiente e sustentável. Fonte: Jornal de Negócios – Reciclagem das baterias acelera projetos de inovação.
Por Túlio Dantas 4 de agosto de 2026
O setor de reciclagem teve uma notícia importante nas últimas semanas: a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que torna permanentes os incentivos fiscais destinados à indústria da reciclagem, eliminando o prazo de validade que expiraria no fim de 2026. Para quem atua no setor, entender essa mudança é essencial, e pode representar oportunidades reais para o seu negócio. O que é a Lei de Incentivo à Reciclagem A Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/2021), regulamentada em 2024, permite que empresas e pessoas físicas direcionem parte do imposto de renda devido para projetos que fortalecem a cadeia da reciclagem e a economia circular no Brasil. Na prática, funciona como um mecanismo de dedução fiscal: em vez de pagar o imposto integralmente à União, a empresa pode investir esse valor em iniciativas que transformam materiais em novos produtos, com benefícios fiscais atrativos. O que muda com a nova aprovação Até então, esses incentivos tinham prazo de validade definido, com vencimento previsto para 31 de dezembro de 2026. O projeto aprovado pela Câmara altera esse cenário: os incentivos deixam de ter data de expiração, o que dá mais previsibilidade para empresas que planejam investimentos de médio e longo prazo no setor. Um prazo que já está correndo Vale destacar: o ciclo 2026 do programa está com prazo de submissão de propostas aberto até 30 de julho, muito em breve. Empresas e organizações que tenham projetos alinhados à gestão de resíduos, à economia circular ou ao fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem podem se cadastrar no sistema oficial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Por que isso importa para o seu negócio Mais previsibilidade regulatória significa mais segurança para planejar investimentos. Empresas que acompanham essas mudanças de perto conseguem se posicionar à frente, aproveitando benefícios fiscais reais enquanto fortalecem sua atuação em sustentabilidade. Na Recicla, acompanhamos de perto as movimentações do setor para ajudar nossos parceiros a transformar cada mudança regulatória em oportunidade concreta. Continue de olho no Recicla News para não perder nenhuma novidade. Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima