Reciclagem de baterias impulsiona inovação e abre novas perspectivas para a economia circular

Túlio Dantas • 11 de agosto de 2026

A transformação da indústria passa, cada vez mais, pela capacidade de desenvolver soluções para materiais que apresentam desafios técnicos e grande potencial de reaproveitamento. Entre eles, as baterias ocupam um papel de destaque.


Com a expansão da mobilidade elétrica, do armazenamento de energia e do consumo de equipamentos eletrônicos, cresce também o volume de baterias que chegarão ao fim de sua vida útil nos próximos anos. Esse cenário tem estimulado empresas, centros de pesquisa e instituições a investirem em novas tecnologias capazes de ampliar a recuperação de componentes e tornar o processo de reciclagem mais eficiente.


Segundo reportagem do Jornal de Negócios, projetos voltados à reciclagem de baterias têm acelerado iniciativas de inovação, demonstrando que o desenvolvimento tecnológico será um dos pilares para fortalecer a economia circular e reduzir a dependência de matérias-primas extraídas da natureza.


Por que a reciclagem de baterias é estratégica?

As baterias são compostas por materiais que possuem alto valor econômico e podem ser reaproveitados quando submetidos a processos adequados.


O avanço das tecnologias de reciclagem permite:

  • Recuperar matérias-primas que retornam ao ciclo produtivo;
  • Reduzir a necessidade de extração de novos recursos naturais;
  • Diminuir impactos ambientais relacionados ao descarte inadequado;
  • Tornar a cadeia produtiva mais eficiente e sustentável.


Inovação como diferencial competitivo

O desenvolvimento de novas soluções para a reciclagem mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas.


À medida que novas tecnologias surgem, empresas do setor conseguem aumentar sua eficiência operacional, ampliar o aproveitamento dos materiais e atender às demandas de um mercado cada vez mais comprometido com práticas sustentáveis.

Esse movimento também fortalece a economia circular, em que materiais deixam de ser vistos como um fim e passam a representar novos ciclos de utilização.


O futuro da reciclagem passa pela tecnologia

Embora o desafio seja grande, os investimentos em pesquisa e inovação mostram que o setor está preparado para evoluir.

Empresas que acompanham essas transformações ampliam sua capacidade de oferecer soluções cada vez mais eficientes e alinhadas às necessidades da indústria e da sociedade.


Na Recicla, acompanhamos de perto as tendências que impulsionam o setor, acreditando que inovação, tecnologia e gestão responsável são caminhos fundamentais para construir uma cadeia cada vez mais eficiente e sustentável.


Fonte: Jornal de Negócios – Reciclagem das baterias acelera projetos de inovação.

Por Túlio Dantas • 1 de outubro de 2026
O setor de reciclagem do Rio Grande do Norte ganhou uma liderança nova, e com ela, um retrato bastante claro do tamanho da oportunidade que ainda está em jogo no estado. Fernanda Medeiros, diretora da Recicla, foi empossada em 11 de setembro como primeira mulher a presidir o Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Rio Grande do Norte (Sindrecicla-RN), entidade filiada à Fiern que existe há 12 anos. Um estado que recicla menos da metade do que poderia Em entrevista à Tribuna do Norte, Fernanda trouxe um dado que resume bem o desafio do setor: o Rio Grande do Norte tem capacidade técnica para reciclar 52% dos resíduos que gera, mas hoje recicla, em média, apenas 25%. Na prática, isso significa indústrias de reciclagem operando com capacidade ociosa, porque grande parte do material que poderia chegar até elas segue direto para aterros. O impacto financeiro desse gargalo é concreto: segundo levantamento citado na entrevista, o RN deixa de gerar cerca de R$ 700 milhões por ano ao descartar em aterros e lixões materiais que poderiam voltar à cadeia produtiva através da reciclagem. Um setor que já movimenta a economia do estado Apesar do gargalo, o setor já tem peso real na economia potiguar: são 143 indústrias com CNAE de reciclagem no estado, responsáveis por cerca de 24 mil empregos diretos e indiretos. A nova presidente do Sindrecicla-RN também destacou o papel do Proedi (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), incentivo fiscal conquistado há seis anos, como um fator importante para atrair investimentos para o setor. Onde está o gargalo, segundo quem vive o setor Entre os principais entraves apontados está a falta de coleta seletiva estruturada nos municípios. Segundo Fernanda, são as próprias indústrias de reciclagem, e não o poder público municipal, que hoje colocam em prática o que a Política Nacional de Resíduos Sólidos exige. A aposta da nova gestão do sindicato está em fortalecer a educação ambiental, especialmente entre crianças, e em ampliar parcerias com cooperativas e associações de catadores para melhorar a captação de material reciclável. O que isso significa para quem trabalha com gestão de materiais Esse cenário reforça, com dados concretos, algo que empresas do setor já sabem na prática: existe uma quantidade significativa de material reaproveitável que ainda não chega até quem tem estrutura para processá-lo corretamente. Fechar esse gargalo depende de articulação entre indústria, poder público e sociedade, e é exatamente esse tipo de movimento que fortalece o setor como um todo no Rio Grande do Norte. Na Recicla, seguimos de perto essas discussões, inclusive de dentro delas, porque o crescimento do setor no estado passa por todos nós. Continue acompanhando o Recicla News para saber das próximas novidades.
Por Túlio Dantas • 24 de setembro de 2026
A economia circular está ganhando cada vez mais espaço na agenda legislativa brasileira. O Senado aprovou um projeto que cria a Semana Nacional de Economia Circular, uma data que, se confirmada em lei, vai reunir anualmente ações educativas e institucionais em torno do tema em todo o país. O que prevê o projeto O Projeto de Lei 1.681/2026 institui a Semana Nacional de Economia Circular, a ser celebrada todos os anos na semana que compreende o dia 27 de junho, data que homenageia a publicação do decreto que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular, em 2024. Durante o período, a proposta prevê a realização de palestras, seminários, exposições, mutirões, feiras e oficinas voltadas ao reparo e à reutilização de produtos, além de ações de regeneração ambiental e de incentivo ao design circular. A ideia central é divulgar políticas públicas, projetos e boas práticas relacionadas ao tema entre cidadãos, empresas e órgãos públicos. Em que fase está a proposta O projeto já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado e, na sequência, também passou pelo Plenário. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de poder virar lei. Por que uma data assim importa Pode parecer, à primeira vista, apenas uma data comemorativa. Mas datas oficiais como essa costumam funcionar como estrutura organizativa: elas dão um ponto de encontro para políticas públicas, ações do setor privado e iniciativas educativas que hoje acontecem de forma dispersa ao longo do ano. Para empresas que já trabalham com reaproveitamento de materiais, uma semana nacional dedicada ao tema representa mais visibilidade para práticas que já fazem parte da rotina, e uma oportunidade de aproximar ainda mais o público da lógica por trás da economia circular. O que isso representa para o setor Iniciativas como essa reforçam um movimento mais amplo: a economia circular deixando de ser pauta lateral para ocupar espaço estruturado nas políticas públicas brasileiras. Para empresas que processam materiais e os devolvem à cadeia produtiva, isso significa operar dentro de uma agenda que só tende a crescer em relevância e visibilidade. Na Recicla, seguimos de perto essas movimentações, porque elas dizem respeito diretamente ao que fazemos todos os dias. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando esse projeto avançar.