Nova norma de classificação de materiais: o que muda até dezembro de 2026

Túlio Dantas • 4 de setembro de 2026

Toda gestão ambiental responsável começa por um ponto técnico: classificar corretamente os materiais descartados por uma operação industrial. É essa classificação que define o tratamento adequado, o prestador certo e a documentação exigida em cada etapa. E é justamente nesse ponto que o setor teve uma atualização importante, com prazo de adaptação correndo já em 2026.



O que mudou


A ABNT publicou uma nova versão da norma técnica que orienta a classificação de materiais industriais no Brasil, atualizando critérios que estavam em vigor há quase duas décadas. A atualização chega em um momento de maior exigência regulatória e reforça um princípio simples: quanto mais preciso o processo de classificação, mais segura é toda a cadeia de gestão que vem depois dele, do transporte à destinação final.


O prazo de adaptação para empresas e prestadores de serviço vai até dezembro de 2026. Isso significa que o tempo para revisar processos internos, atualizar documentações e alinhar a operação aos novos critérios técnicos está passando rápido.


Por que isso importa na prática


Empresas que antecipam essa adequação saem na frente em auditorias, negociações comerciais e processos de licenciamento ambiental. Já quem deixa para se adaptar em cima do prazo corre o risco de enfrentar exigências acumuladas justamente no período em que a fiscalização tende a aumentar.


Mais do que uma obrigação técnica, essa atualização é uma oportunidade de revisar processos e eliminar gargalos que já poderiam estar gerando ineficiência silenciosa na operação, seja em custo, seja em risco.


O papel de quem processa esse material


Contar com um parceiro que já opera dentro dos critérios técnicos atualizados, com estrutura licenciada e conhecimento sobre a nova norma, reduz a complexidade dessa adaptação para empresas de todos os setores. É essa combinação de técnica e estrutura que transforma uma exigência regulatória em um processo simples e seguro.


Na Recicla, acompanhamos de perto essas atualizações para manter nossa operação, e a de nossos parceiros, sempre alinhada ao que o setor exige. Fique de olho no Recicla News para não perder nenhuma novidade.


Por Túlio Dantas • 15 de outubro de 2026
O Brasil vive uma verdadeira revolução na sua matriz energética. A expansão da energia solar fotovoltaica consolidou o país como uma das referências mundiais em fontes renováveis. No entanto, junto com o crescimento expressivo das instalações residenciais, comerciais e industriais, surge uma questão central para o futuro da sustentabilidade: o que fazer com os equipamentos quando eles atingirem o fim da sua vida útil? Embora um painel solar tenha vida útil média de 25 a 30 anos, a substituição antecipada por tecnologias mais eficientes, avarias de transporte e manutenções geram um volume crescente de resíduos que não podem ser descartados de qualquer forma. O valor que está dentro de cada módulo Um painel fotovoltaico é composto por materiais de altíssimo valor agregado e com enorme potencial de reciclagem. Cerca de 80% a 90% dos componentes de um módulo solar podem ser reintroduzidos na cadeia produtiva: Alumínio: Presente nas molduras e estruturas de fixação, 100% reciclável sem perda de qualidade. Cobre: Utilizado nos cabeamentos e conexões elétricas, essencial para a condução de energia e de altíssimo valor de mercado. Vidro e Polímeros: Componentes que protegem as células e podem ser destinados à indústria de transformação. O papel da reciclagem na transição energética Reciclar esses componentes é garantir que os próprios insumos que viabilizam a energia limpa continuem em circulação. Extrair minérios virgens exige alto consumo de energia e recursos naturais. Quando reintroduzimos o alumínio e o cobre reciclados na indústria, reduzimos drasticamente a pegada de carbono de toda a cadeia. Empresas e indústrias que investem no descarte correto e na gestão eficiente de seus materiais obsoletos não apenas cumprem requisitos ambientais, mas também geram eficiência financeira e reforçam seu compromisso com a agenda ESG. Na Recicla, acompanhamos de perto essas transformações. Processar e dar a destinação correta a metais e materiais estratégicos é o nosso compromisso para manter a economia em movimento de forma limpa e sustentável.
Por Túlio Dantas • 7 de outubro de 2026
Uma reportagem publicada pela Jovem Pan Business trouxe um dado que resume bem a mudança de mentalidade do setor: segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 57% das indústrias brasileiras já usam práticas de reciclagem e economia circular para gerar lucro, e 40% delas já tiveram retorno financeiro direto com isso. A sucata deixou de ser sobra de produção para entrar de vez no planejamento financeiro das empresas. O erro que mais custa caro Segundo especialistas ouvidos na reportagem, o que mais destrói valor no setor não é variação de câmbio ou de demanda: é a falta de conhecimento técnico sobre a composição dos materiais. Uma classificação errada pode custar caro de verdade. Um lote de 30 toneladas de aço inoxidável contaminado por impurezas acima do limite técnico permitido pode gerar um prejuízo superior a R$ 100 mil para quem compra o material. O exemplo mais simples ilustra bem o problema: um fogão vendido inteiro como material misto vale muito menos do que a soma de suas peças separadas, alumínio, ferro e lã de vidro, cada uma com comprador e preço próprios. Quanto mais precisa a separação, maior o valor final do lote. Onde está o maior ganho ainda não explorado A separação básica por tipo de material (metal, papel, orgânico) já é comum na maioria das operações. O que ainda é praticado por poucas plantas, e onde está o maior ganho financeiro, é a segregação por liga metálica específica. Algumas empresas já entenderam esse valor a ponto de repassar parte da receita da venda de sucata às equipes que fazem a triagem, como forma de incentivar a precisão nesse processo. Por que isso reforça o papel de quem já opera com essa técnica Esse cenário reforça algo que faz parte da rotina operacional da Recicla: cada material que chega até nós passa por triagem, classificação e processamento técnico antes de seguir para o mercado. É exatamente esse cuidado na classificação que transforma sucata em ativo de alto valor, em vez de material genérico vendido por um preço menor do que poderia valer. Para empresas que ainda tratam a sucata como resíduo secundário, o recado do setor é claro: conhecimento técnico sobre os materiais vale tanto quanto volume. Continue acompanhando o Recicla News para saber das próximas novidades do setor.