Rumo a uma matriz energética mais sustentável no Brasil
A busca por reduzir a dependência de combustíveis fósseis ganhou novos contornos no cenário nacional. Nos últimos meses, iniciou-se a elaboração de um plano técnico e científico que pretende construir, de forma estruturada, um caminho para reduzir a utilização de combustíveis fósseis no país. Esse plano — composto por diretrizes e indicadores — será apresentado ao Conselho Nacional de Política Energética agora, no início de 2026.
A discussão sobre a transição energética está ancorada em compromissos internacionais para neutralização de emissões e em uma crescente compreensão de que combustíveis fósseis — como carvão, petróleo e gás — são grandes responsáveis pelo aquecimento global. A nova estratégia pretende equilibrar aspectos técnicos, econômicos e ambientais, de modo que os próximos passos sejam planejados com rigor, sem abrir mão de soluções realistas e justas para todos os setores da sociedade.
Esse movimento aponta para a necessidade de ampliar a participação de energias renováveis, como solar, eólica e hidroelétrica, na matriz energética, como também reforça a importância de um diálogo amplo entre governo, setor produtivo, academia e sociedade civil. A participação conjunta é essencial para que a transição seja eficaz, equitativa e sustentável.
Na perspectiva ambiental, reduzir o uso de combustíveis fósseis significa menos emissão de gases de efeito estufa, menor impacto sobre ecossistemas sensíveis e mais espaço para soluções que preservam recursos naturais ao longo do tempo.
O Brasil se insere, assim, em um movimento global que combina ciência, planejamento e ação prática para construir uma matriz energética que respeite o meio ambiente, a economia e o bem-estar das gerações futuras.




