Sucata de alumínio no maior patamar do ano: o que isso significa para o mercado

Túlio Dantas • 17 de setembro de 2026

Quem compra e vende materiais metálicos sabe que o preço da sucata não é um número fixo, ele responde a movimentos de mercado, oferta e demanda global. E o começo de setembro trouxe um dado relevante para quem acompanha esse cenário de perto: a sucata de alumínio está sendo negociada no maior patamar em mais de um ano.


O que os números mostram


No início de setembro, o preço internacional da sucata de alumínio chegou a US$ 2.559,57 por tonelada, uma alta de quase 6% apenas no último mês e de quase 21% em relação ao mesmo período do ano passado. É um movimento consistente, não um pico isolado, o que costuma sinalizar uma mudança real na relação entre oferta e demanda do material.


Por que a demanda por sucata está subindo


Esse aquecimento de preço acompanha um movimento mais amplo do setor: siderúrgicas e produtoras de alumínio vêm ampliando o uso de material reciclado como parte de suas estratégias de redução de emissões e eficiência de custo. Um exemplo recente é a parceria entre uma grande recicladora de veículos e uma das maiores siderúrgicas do país, que já garantiu a compra de praticamente toda a sucata metálica gerada pela operação, com volume que deve chegar a milhares de toneladas por mês.


Esse tipo de movimento reforça que a sucata deixou de ser tratada como material secundário e passou a ocupar um papel estratégico dentro do planejamento de compra das indústrias.


O que isso representa para quem compra e vende material


Para quem fornece sucata, o cenário é favorável: mais demanda tende a sustentar preços mais altos. Já para quem compra o material para processar e revender, o momento pede atenção redobrada na formação de preço e na negociação com fornecedores, já que o custo de aquisição também sobe.


Em qualquer um dos dois lados, contar com um parceiro que acompanha o mercado de perto, entende a variação de preços internacionais e tem estrutura para negociar com segurança faz diferença real no resultado financeiro da operação.


Na Recicla, seguimos de olho nesses movimentos para orientar da melhor forma cada negociação com nossos parceiros, fornecedores e compradores. 


Continue acompanhando o Recicla News para saber quando o mercado se mexer de novo.

Por Túlio Dantas 15 de setembro de 2026
O Brasil pode estar prestes a ganhar uma lei federal dedicada exclusivamente à economia circular. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado, e entender o que ele propõe ajuda a antecipar como o setor produtivo pode se organizar nos próximos anos. O que propõe o projeto O Projeto de Lei 5.662/2025 institui a Política Nacional de Economia Circular (PNEC), com o objetivo de orientar a transição de um modelo econômico linear, baseado em extrair, produzir e descartar, para um modelo circular, que prioriza reduzir, reutilizar e recuperar materiais ao longo de toda a cadeia produtiva. Entre os pontos centrais da proposta está a criação do Fórum Nacional de Economia Circular, que vai reunir ministérios, representantes do setor produtivo e da sociedade civil para construir planos de ação em âmbito nacional, estadual e municipal. O texto também estabelece mecanismos de estímulo e parâmetros para fortalecer a responsabilidade na gestão corporativa, incentivando empresas a adotar práticas mais sustentáveis de produção e consumo. Em que fase está a tramitação O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, segue em análise no Senado Federal, passando pelas comissões de Constituição e Justiça, Assuntos Econômicos e Meio Ambiente. Se for aprovado sem alterações de mérito, segue direto para sanção presidencial. Caso o Senado promova mudanças, o texto retorna à Câmara antes de virar lei. Por que isso importa para quem trabalha com gestão de materiais Uma política nacional de economia circular tende a organizar, em um único marco legal, incentivos e diretrizes que hoje estão espalhados em normas e programas isolados. Na prática, isso pode significar mais previsibilidade para empresas que já investem em reaproveitamento de materiais, e um empurrão a mais para quem ainda não estruturou esse tipo de processo. Para o setor de gestão e processamento de materiais industriais, a proposta reforça algo que já é rotina de trabalho: transformar o que sairia do ciclo produtivo em recurso com valor real para a indústria. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando essa tramitação avançar.
Por Túlio Dantas 4 de setembro de 2026
Toda gestão ambiental responsável começa por um ponto técnico: classificar corretamente os materiais descartados por uma operação industrial. É essa classificação que define o tratamento adequado, o prestador certo e a documentação exigida em cada etapa. E é justamente nesse ponto que o setor teve uma atualização importante, com prazo de adaptação correndo já em 2026.  O que mudou A ABNT publicou uma nova versão da norma técnica que orienta a classificação de materiais industriais no Brasil, atualizando critérios que estavam em vigor há quase duas décadas. A atualização chega em um momento de maior exigência regulatória e reforça um princípio simples: quanto mais preciso o processo de classificação, mais segura é toda a cadeia de gestão que vem depois dele, do transporte à destinação final. O prazo de adaptação para empresas e prestadores de serviço vai até dezembro de 2026. Isso significa que o tempo para revisar processos internos, atualizar documentações e alinhar a operação aos novos critérios técnicos está passando rápido. Por que isso importa na prática Empresas que antecipam essa adequação saem na frente em auditorias, negociações comerciais e processos de licenciamento ambiental. Já quem deixa para se adaptar em cima do prazo corre o risco de enfrentar exigências acumuladas justamente no período em que a fiscalização tende a aumentar. Mais do que uma obrigação técnica, essa atualização é uma oportunidade de revisar processos e eliminar gargalos que já poderiam estar gerando ineficiência silenciosa na operação, seja em custo, seja em risco. O papel de quem processa esse material Contar com um parceiro que já opera dentro dos critérios técnicos atualizados, com estrutura licenciada e conhecimento sobre a nova norma, reduz a complexidade dessa adaptação para empresas de todos os setores. É essa combinação de técnica e estrutura que transforma uma exigência regulatória em um processo simples e seguro. Na Recicla, acompanhamos de perto essas atualizações para manter nossa operação, e a de nossos parceiros, sempre alinhada ao que o setor exige. Fique de olho no Recicla News para não perder nenhuma novidade.