A cidade onde as pessoas vivem embaixo da terra por causa do calor

2 de janeiro de 2026

No coração do deserto australiano, a cidade de Coober Pedy desafia o conceito tradicional de moradia. Com temperaturas que chegam a ultrapassar 50 °C no verão, cerca de 60% da população vive em casas subterrâneas escavadas diretamente na rocha.


A escolha não é estética nem turística. É questão de sobrevivência. Abaixo de pelo menos quatro metros de profundidade, a temperatura permanece estável, em torno de 23 °C, durante todo o ano, sem necessidade de ar-condicionado ou sistemas intensivos de refrigeração.


Morar sob a terra: uma solução antiga para um problema moderno


A ideia de viver embaixo da terra não é nova. Civilizações antigas já utilizavam cavernas e estruturas subterrâneas para enfrentar climas extremos, tanto o frio quanto o calor.


Em Coober Pedy, esse conhecimento ancestral ganhou escala urbana. Igrejas, hotéis, áreas de camping e até centros comerciais funcionam no subsolo, protegidos do calor intenso e das variações bruscas de temperatura.


Eficiência térmica e menor consumo de energia


Uma das principais vantagens das moradias subterrâneas é a eficiência térmica passiva. A própria massa da terra funciona como isolamento natural, reduzindo drasticamente a necessidade de consumo energético.


Em uma cidade que gera grande parte de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, como solar e eólica, viver abaixo do solo significa também reduzir custos, emissões e pressão sobre os sistemas elétricos, algo cada vez mais relevante em cenários de aquecimento global.


Adaptação urbana em tempos de mudanças climáticas


Ondas de calor mais frequentes e intensas já fazem parte da realidade em várias regiões do mundo. Coober Pedy mostra que adaptar cidades não significa apenas resistir ao clima, mas repensar a relação entre construção, território e recursos naturais.


Arquitetura adaptativa, soluções de baixo impacto e uso inteligente dos materiais tornam-se estratégias essenciais para garantir qualidade de vida em ambientes extremos.



O papel da reciclagem nesse novo cenário


Adaptar cidades ao clima também passa pela gestão responsável de materiais. A reciclagem reduz a extração de recursos naturais, diminui emissões de gases de efeito estufa e contribui para cadeias produtivas mais eficientes.


Em um mundo que precisa construir, adaptar e transformar suas cidades, utilizar materiais reciclados e fortalecer a economia circular é parte fundamental da solução, seja na superfície, no subsolo ou em novos modelos urbanos. 


A experiência de Coober Pedy não é um convite para que todas as cidades se tornem subterrâneas, mas um alerta claro: soluções criativas, baseadas em adaptação e sustentabilidade, serão indispensáveis nas próximas décadas.


Pensar o futuro exige inovação, planejamento e compromisso ambiental. E a reciclagem segue sendo um dos pilares para construir cidades mais preparadas, resilientes e alinhadas com os desafios climáticos do nosso tempo.


12 de maio de 2026
O setor de reciclagem no Brasil pode entrar em uma nova fase de crescimento com a criação de mecanismos que incentivam economicamente as empresas que atuam na área. A proposta recente prevê o aproveitamento de créditos tributários como forma de estimular investimentos e ampliar a eficiência das operações. A medida busca tornar o setor mais competitivo, criando condições mais favoráveis para que empresas ampliem sua capacidade de atuação e adotem processos cada vez mais estruturados. O que muda com essa proposta? A possibilidade de utilizar créditos tributários pode representar um avanço significativo para empresas do setor, principalmente ao: Reduzir custos operacionais; Estimular novos investimentos; Aumentar a competitividade; Incentivar a formalização e organização da cadeia. Esse tipo de incentivo contribui diretamente para o fortalecimento da economia circular, ao tornar o reaproveitamento de materiais mais viável em larga escala. Impactos para o setor Quando há estímulo econômico, toda a cadeia se fortalece. Empresas conseguem investir mais em tecnologia, estrutura e processos, o que resulta em operações mais eficientes e maior capacidade de gerar impacto positivo no meio ambiente. Além disso, a medida reforça a importância da reciclagem dentro da economia, deixando claro que práticas sustentáveis também precisam de suporte estrutural para crescer de forma consistente. Um cenário de avanço A criação de políticas que incentivam o setor mostra um movimento importante em direção a um modelo mais equilibrado, onde desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental caminham juntos. Para empresas como a Recicla, esse cenário abre espaço para expansão, inovação e fortalecimento de operações que já atuam com foco em eficiência e impacto.
30 de abril de 2026
O Brasil caminha para um novo momento na gestão de embalagens. O governo federal está discutindo diretrizes que buscam estruturar melhor a reciclagem desses materiais, com foco em ampliar a eficiência do sistema e fortalecer a responsabilidade compartilhada entre empresas, setor público e sociedade. A proposta envolve a criação de regras mais claras para a logística reversa, garantindo que as embalagens tenham um destino adequado após o consumo e possam retornar ao ciclo produtivo de forma mais organizada. O que está em jogo? A reciclagem de embalagens é um dos maiores desafios do setor ambiental, principalmente devido ao grande volume gerado diariamente e à complexidade de sua coleta e reaproveitamento. Com a definição de novas regras, o objetivo é: Melhorar a rastreabilidade dos materiais; Aumentar a eficiência da coleta e destinação; Estimular maior participação das empresas; Reduzir impactos ambientais Por que isso é importante? Quando o sistema funciona de forma integrada, os ganhos são significativos: Menor pressão sobre recursos naturais; Redução de impactos ambientais; Maior aproveitamento de materiais; Fortalecimento da economia circular. Além disso, a definição de diretrizes mais claras contribui para um ambiente mais equilibrado, onde cada agente da cadeia entende seu papel e atua com mais responsabilidade. Impactos para o setor Para empresas que atuam com gestão e transformação de materiais, esse cenário representa uma oportunidade de evolução. Sistemas mais organizados permitem maior eficiência operacional, melhor planejamento e geração de valor a partir de processos sustentáveis. Na Recicla, entendemos que iniciativas que estruturam o setor são fundamentais para o avanço da sustentabilidade no Brasil. A organização da cadeia é um passo essencial para transformar desafios ambientais em soluções reais.