Gelo marinho do Ártico registra menor nível histórico no inverno

2 de abril de 2026

O gelo marinho do Ártico atingiu o menor nível já registrado durante o inverno no hemisfério norte. Os dados são do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo, referência global no monitoramento das regiões polares.


A nova medição reforça o avanço das mudanças climáticas e seus impactos diretos sobre o equilíbrio do planeta.


Menor extensão em quase cinco décadas


A extensão máxima do gelo foi registrada em 15 de março, atingindo cerca de 14,29 milhões de quilômetros quadrados. O número é praticamente igual ao recorde negativo do ano anterior e representa o menor nível desde o início das medições por satélite, há 48 anos.


Esse dado chama a atenção porque o período de inverno é justamente quando o gelo deveria atingir sua maior expansão. Mesmo assim, a formação não tem conseguido se recuperar como em décadas anteriores.


Por que o gelo está diminuindo?


O gelo marinho do Ártico se forma a partir do congelamento da água do mar durante o inverno e derrete parcialmente no verão. No entanto, esse ciclo natural vem sendo alterado.


O aumento das temperaturas globais e a intensificação de tempestades têm dificultado a formação e a estabilidade do gelo. Como resultado, a cada ano, a camada congelada se torna mais fina, mais frágil e menos extensa.


Além disso, o próprio derretimento acelera o aquecimento. Sem o gelo, que reflete a luz solar, o oceano absorve mais calor, intensificando ainda mais o processo.


Impactos para o planeta


A redução do gelo no Ártico não é um problema isolado. Ela afeta diretamente o equilíbrio climático global.


O gelo polar desempenha um papel importante na regulação da temperatura da Terra. Sua diminuição contribui para o aumento do nível do mar, altera correntes oceânicas e impacta ecossistemas inteiros.


Espécies que dependem desse ambiente também sofrem, enquanto mudanças nas correntes e no clima podem afetar regiões muito além do Ártico.


O que isso tem a ver com reciclagem?


As mudanças observadas no Ártico estão diretamente ligadas ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, resultado do modelo de produção e consumo global.


A reciclagem surge como uma ferramenta importante nesse cenário. Ao reduzir a necessidade de extração de novas matérias-primas e diminuir o consumo de energia na indústria, ela contribui para a redução das emissões.


A economia circular amplia esse impacto ao propor um ciclo contínuo de uso dos materiais, evitando desperdícios e reduzindo a pressão sobre o meio ambiente.


Um alerta que vem do gelo


Os dados do Ártico funcionam como um termômetro do planeta. A redução histórica do gelo indica que as mudanças climáticas estão avançando em ritmo acelerado.


Diante desse cenário, repensar hábitos de consumo e fortalecer práticas como a reciclagem são passos essenciais para reduzir impactos e construir um futuro mais sustentável.


Por Túlio Dantas • 1 de outubro de 2026
O setor de reciclagem do Rio Grande do Norte ganhou uma liderança nova, e com ela, um retrato bastante claro do tamanho da oportunidade que ainda está em jogo no estado. Fernanda Medeiros, diretora da Recicla, foi empossada em 11 de setembro como primeira mulher a presidir o Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Rio Grande do Norte (Sindrecicla-RN), entidade filiada à Fiern que existe há 12 anos. Um estado que recicla menos da metade do que poderia Em entrevista à Tribuna do Norte, Fernanda trouxe um dado que resume bem o desafio do setor: o Rio Grande do Norte tem capacidade técnica para reciclar 52% dos resíduos que gera, mas hoje recicla, em média, apenas 25%. Na prática, isso significa indústrias de reciclagem operando com capacidade ociosa, porque grande parte do material que poderia chegar até elas segue direto para aterros. O impacto financeiro desse gargalo é concreto: segundo levantamento citado na entrevista, o RN deixa de gerar cerca de R$ 700 milhões por ano ao descartar em aterros e lixões materiais que poderiam voltar à cadeia produtiva através da reciclagem. Um setor que já movimenta a economia do estado Apesar do gargalo, o setor já tem peso real na economia potiguar: são 143 indústrias com CNAE de reciclagem no estado, responsáveis por cerca de 24 mil empregos diretos e indiretos. A nova presidente do Sindrecicla-RN também destacou o papel do Proedi (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), incentivo fiscal conquistado há seis anos, como um fator importante para atrair investimentos para o setor. Onde está o gargalo, segundo quem vive o setor Entre os principais entraves apontados está a falta de coleta seletiva estruturada nos municípios. Segundo Fernanda, são as próprias indústrias de reciclagem, e não o poder público municipal, que hoje colocam em prática o que a Política Nacional de Resíduos Sólidos exige. A aposta da nova gestão do sindicato está em fortalecer a educação ambiental, especialmente entre crianças, e em ampliar parcerias com cooperativas e associações de catadores para melhorar a captação de material reciclável. O que isso significa para quem trabalha com gestão de materiais Esse cenário reforça, com dados concretos, algo que empresas do setor já sabem na prática: existe uma quantidade significativa de material reaproveitável que ainda não chega até quem tem estrutura para processá-lo corretamente. Fechar esse gargalo depende de articulação entre indústria, poder público e sociedade, e é exatamente esse tipo de movimento que fortalece o setor como um todo no Rio Grande do Norte. Na Recicla, seguimos de perto essas discussões, inclusive de dentro delas, porque o crescimento do setor no estado passa por todos nós. Continue acompanhando o Recicla News para saber das próximas novidades.
Por Túlio Dantas • 24 de setembro de 2026
A economia circular está ganhando cada vez mais espaço na agenda legislativa brasileira. O Senado aprovou um projeto que cria a Semana Nacional de Economia Circular, uma data que, se confirmada em lei, vai reunir anualmente ações educativas e institucionais em torno do tema em todo o país. O que prevê o projeto O Projeto de Lei 1.681/2026 institui a Semana Nacional de Economia Circular, a ser celebrada todos os anos na semana que compreende o dia 27 de junho, data que homenageia a publicação do decreto que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular, em 2024. Durante o período, a proposta prevê a realização de palestras, seminários, exposições, mutirões, feiras e oficinas voltadas ao reparo e à reutilização de produtos, além de ações de regeneração ambiental e de incentivo ao design circular. A ideia central é divulgar políticas públicas, projetos e boas práticas relacionadas ao tema entre cidadãos, empresas e órgãos públicos. Em que fase está a proposta O projeto já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado e, na sequência, também passou pelo Plenário. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de poder virar lei. Por que uma data assim importa Pode parecer, à primeira vista, apenas uma data comemorativa. Mas datas oficiais como essa costumam funcionar como estrutura organizativa: elas dão um ponto de encontro para políticas públicas, ações do setor privado e iniciativas educativas que hoje acontecem de forma dispersa ao longo do ano. Para empresas que já trabalham com reaproveitamento de materiais, uma semana nacional dedicada ao tema representa mais visibilidade para práticas que já fazem parte da rotina, e uma oportunidade de aproximar ainda mais o público da lógica por trás da economia circular. O que isso representa para o setor Iniciativas como essa reforçam um movimento mais amplo: a economia circular deixando de ser pauta lateral para ocupar espaço estruturado nas políticas públicas brasileiras. Para empresas que processam materiais e os devolvem à cadeia produtiva, isso significa operar dentro de uma agenda que só tende a crescer em relevância e visibilidade. Na Recicla, seguimos de perto essas movimentações, porque elas dizem respeito diretamente ao que fazemos todos os dias. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando esse projeto avançar.