Brasil pode ganhar uma Semana Nacional de Economia Circular. Entenda a proposta

Túlio Dantas • 24 de setembro de 2026

A economia circular está ganhando cada vez mais espaço na agenda legislativa brasileira. O Senado aprovou um projeto que cria a Semana Nacional de Economia Circular, uma data que, se confirmada em lei, vai reunir anualmente ações educativas e institucionais em torno do tema em todo o país.


O que prevê o projeto


O Projeto de Lei 1.681/2026 institui a Semana Nacional de Economia Circular, a ser celebrada todos os anos na semana que compreende o dia 27 de junho, data que homenageia a publicação do decreto que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular, em 2024.


Durante o período, a proposta prevê a realização de palestras, seminários, exposições, mutirões, feiras e oficinas voltadas ao reparo e à reutilização de produtos, além de ações de regeneração ambiental e de incentivo ao design circular. A ideia central é divulgar políticas públicas, projetos e boas práticas relacionadas ao tema entre cidadãos, empresas e órgãos públicos.


Em que fase está a proposta


O projeto já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado e, na sequência, também passou pelo Plenário. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados antes de poder virar lei.


Por que uma data assim importa


Pode parecer, à primeira vista, apenas uma data comemorativa. Mas datas oficiais como essa costumam funcionar como estrutura organizativa: elas dão um ponto de encontro para políticas públicas, ações do setor privado e iniciativas educativas que hoje acontecem de forma dispersa ao longo do ano.


Para empresas que já trabalham com reaproveitamento de materiais, uma semana nacional dedicada ao tema representa mais visibilidade para práticas que já fazem parte da rotina, e uma oportunidade de aproximar ainda mais o público da lógica por trás da economia circular.


O que isso representa para o setor


Iniciativas como essa reforçam um movimento mais amplo: a economia circular deixando de ser pauta lateral para ocupar espaço estruturado nas políticas públicas brasileiras. Para empresas que processam materiais e os devolvem à cadeia produtiva, isso significa operar dentro de uma agenda que só tende a crescer em relevância e visibilidade.


Na Recicla, seguimos de perto essas movimentações, porque elas dizem respeito diretamente ao que fazemos todos os dias. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando esse projeto avançar.

Por Túlio Dantas • 17 de setembro de 2026
Quem compra e vende materiais metálicos sabe que o preço da sucata não é um número fixo, ele responde a movimentos de mercado, oferta e demanda global. E o começo de setembro trouxe um dado relevante para quem acompanha esse cenário de perto: a sucata de alumínio está sendo negociada no maior patamar em mais de um ano. O que os números mostram No início de setembro, o preço internacional da sucata de alumínio chegou a US$ 2.559,57 por tonelada, uma alta de quase 6% apenas no último mês e de quase 21% em relação ao mesmo período do ano passado. É um movimento consistente, não um pico isolado, o que costuma sinalizar uma mudança real na relação entre oferta e demanda do material. Por que a demanda por sucata está subindo Esse aquecimento de preço acompanha um movimento mais amplo do setor: siderúrgicas e produtoras de alumínio vêm ampliando o uso de material reciclado como parte de suas estratégias de redução de emissões e eficiência de custo. Um exemplo recente é a parceria entre uma grande recicladora de veículos e uma das maiores siderúrgicas do país, que já garantiu a compra de praticamente toda a sucata metálica gerada pela operação, com volume que deve chegar a milhares de toneladas por mês. Esse tipo de movimento reforça que a sucata deixou de ser tratada como material secundário e passou a ocupar um papel estratégico dentro do planejamento de compra das indústrias. O que isso representa para quem compra e vende material Para quem fornece sucata, o cenário é favorável: mais demanda tende a sustentar preços mais altos. Já para quem compra o material para processar e revender, o momento pede atenção redobrada na formação de preço e na negociação com fornecedores, já que o custo de aquisição também sobe. Em qualquer um dos dois lados, contar com um parceiro que acompanha o mercado de perto, entende a variação de preços internacionais e tem estrutura para negociar com segurança faz diferença real no resultado financeiro da operação. Na Recicla, seguimos de olho nesses movimentos para orientar da melhor forma cada negociação com nossos parceiros, fornecedores e compradores. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando o mercado se mexer de novo.
Por Túlio Dantas • 15 de setembro de 2026
O Brasil pode estar prestes a ganhar uma lei federal dedicada exclusivamente à economia circular. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado, e entender o que ele propõe ajuda a antecipar como o setor produtivo pode se organizar nos próximos anos. O que propõe o projeto O Projeto de Lei 5.662/2025 institui a Política Nacional de Economia Circular (PNEC), com o objetivo de orientar a transição de um modelo econômico linear, baseado em extrair, produzir e descartar, para um modelo circular, que prioriza reduzir, reutilizar e recuperar materiais ao longo de toda a cadeia produtiva. Entre os pontos centrais da proposta está a criação do Fórum Nacional de Economia Circular, que vai reunir ministérios, representantes do setor produtivo e da sociedade civil para construir planos de ação em âmbito nacional, estadual e municipal. O texto também estabelece mecanismos de estímulo e parâmetros para fortalecer a responsabilidade na gestão corporativa, incentivando empresas a adotar práticas mais sustentáveis de produção e consumo. Em que fase está a tramitação O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, segue em análise no Senado Federal, passando pelas comissões de Constituição e Justiça, Assuntos Econômicos e Meio Ambiente. Se for aprovado sem alterações de mérito, segue direto para sanção presidencial. Caso o Senado promova mudanças, o texto retorna à Câmara antes de virar lei. Por que isso importa para quem trabalha com gestão de materiais Uma política nacional de economia circular tende a organizar, em um único marco legal, incentivos e diretrizes que hoje estão espalhados em normas e programas isolados. Na prática, isso pode significar mais previsibilidade para empresas que já investem em reaproveitamento de materiais, e um empurrão a mais para quem ainda não estruturou esse tipo de processo. Para o setor de gestão e processamento de materiais industriais, a proposta reforça algo que já é rotina de trabalho: transformar o que sairia do ciclo produtivo em recurso com valor real para a indústria. Continue acompanhando o Recicla News para saber quando essa tramitação avançar.